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Conceitos de Cartografia Moderna

Autor horário 23:05
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         FORMA DO PLANETA
     Ao longo dos últimos 4,6 bilhões de anos, a Terra vem passando por alterações climáticas, litológicas e mecânicas que são responsáveis por moldar sua atual configuração, as formas resultantes destes processos são caracterizadas como superfícies topográficas, que em grande parte se resumem aos relevos terrestres e ao nível de base marinho.
Devido ao planeta possuir forma geoide (superfície delimitada pelo nível médio dos mares, não perturbados por ventos e correntezas) com medidas dissonantes dos padrões geométricos normais se torna uma tarefa muito difícil aferir equações que compreendam toda a sua estrutura. Para resolver este problema optou-se pela escolha de um modelo conceitual baseado em uma figura geométrica chamada elipse que ao girar em torno do seu eixo menor forma um volume, o elipsoide de revolução. Tal figura se tornou a superfície de referência para cálculos cartográficos e geodésicos pois é a que mais se aproxima da compreensão real da forma superficial terrestre.


DATUM
Adentrando-se um pouco mais afundo nas bases da cartografia contemporânea, encontramos o Datum que é a organização e a padronização de um conjunto de pontos e coordenadas responsável pela definição de condições para o estabelecimento de sistemas geodésicos (conjunto de marcos e suas coordenadas).
O Datum se divide em duas subclasses, o “datum planimétrico” e o “datum altimétrico”, o primeiro, é o ponto que representa a base dos levantamentos horizontais e sua posição ideal é no entroncamento entre as órbitas da elipsoide e geoide (h=0). Já o segundo, é a superfície formada pelo nível do mar definida por meio de um marégrafo, por meio do instrumento é estabelecida a altitude 0 que é o ponto de partida para os cálculos topográficos.
No Brasil, até a década de 1970, adotava-se o elipsoide Internacional de Hayford, de 1924, com origem de coordenadas planimétricas estabelecida no Datum Planimétrico de Córrego Alegre. Porém este sistema foi substituído por outros, como por exemplo: o sistema topocêntrico SAD-69 (South American Datum 1969) que utiliza o elipsoide local UGGI-67, que possui o ponto de amarração situado no vértice Chuá em MG, atualmente usa-se o Sirgas 2000, este sistema possui definição/orientação geocêntrica, isto significa que esse sistema adota um referencial que tem a origem dos seus três eixos cartesianos localizada no centro de massa da Terra. Além disso, as redes de referência que materializam esses sistemas foram determinadas com técnicas de posicionamento diferentes. Enquanto que no caso do Córrego Alegre e SAD 69 foram utilizadas basicamente técnicas clássicas (triangulação e poligonação), no SIRGAS2000 foram empregados os sistemas globais de navegação (posicionamento) por satélites - GNSS. (IBGE 2014). Já o sistema utilizado a nível global é o WGS-84 (World Geodetic System), que utiliza o elipsoide global UGGI-79 como referência.

      PROJEÇÕES
      Segundo o Laboratório de Cartografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), as projeções são classificadas em três tipos principais, azimutal, cilíndrica e cônica.
     Projeção Plana ou Azimutal - o mapa é construído imaginando-o situado num plano tangente ou secante a um ponto na superfície da Terra. Ex. Projeção Estereográfica Polar.
     Projeção Cônica - o mapa é construído imaginando-o desenhado num cone que envolve a esfera terrestre, que é em seguida desenrolado. As projeções cônicas podem ser também tangentes ou secantes. Nas projeções cônicas os meridianos são retos que convergem em um ponto e todos os paralelos, circunferências concêntricas a esse ponto. Ex. Projeção Cônica de Lambert.
    Projeção Cilíndrica - o mapa é construído imaginando-o desenhado num cilindro tangente ou secante à superfície da Terra, que é depois desenrolado. Pode -se verificar que em todas as projeções cilíndricas, os meridianos bem como os paralelos são representados por retas perpendiculares. Ex. Projeção Mercator.


       COORDENADAS
    O Sistema de Coordenadas Geográficas é o sistema mais antigo de coordenadas. Nele, cada ponto da superfície terrestre é localizado na interseção de um meridiano com um paralelo. Suas coordenadas são a latitude e a longitude.
    Outro sistema utilizado são as Coordenadas plano-retangulares. Estas coordenadas formam um quadriculado relacionado à Projeção Universal Transversa de Mercator, daí serem chamadas de coordenadas UTM. O espaço entre as linhas do quadriculado UTM é conhecido como equidistância do quadriculado e será maior ou menor de acordo com a escala da carta. O sistema de medida usado é o linear em metros, cujos valores são sempre números inteiros, sendo registrados nas margens da carta.

POR: GOMES, C. G (Gabriel C. G)


REFERÊNCIAS: 
Geografando. Projeções Cartográficas. Disponível em: < http://www.geografando.com/2013/12/projecoes-cartograficas.html>. Acessado em 16/02/2017.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Serviço de Atendimento ao Consumidor. Disponível em: . Acessado em 16/02/2017.

Laboratório de Geoprocessamento da Universidade Federal de Uberlândia. Cartografia Básica. Disponível em: < http://webdav.sistemas.pucminas.br:8080/webdav/sistemas/sga/20091/171032_cartografia_robertorosa_ufu.pdf>. Acessado em 16/02/2017.

Como fazer: Biofertilizante Super Stange

Autor horário 00:11


vai precisar de...

- Tambor plástico azul de 220 litros (se a boca for pequena, de apenas um palmo, cortar retirando toda parte de cima);
- Compressor de aquário para 100 litros (custa entre 40 e 60 reais);
- 20 litros de esterco de vaca, que não tenha tomado sol ou chuva, e que tenha até 10 dias que esteja sendo recolhido e guardado na sombra;
- 20 litros de esterco de galinha poedeira;
- Duas latas de mato tirado do meio de sua roça, bem picado no facão ou na picadeira (quanto mais variado o mato melhor. Cada planta “pega” e retira em maior quantidade do solo um tipo de “adubo diferente” do solo);
- 10 quilos de cinza de fogão (sem carvãozinhos e que não tenha plástico queimado junto com a madeira, porque solta um veneno perigoso, a Dioxina);
- 1 metro de tronco de bananeira picada de maneira grosseira ou 20 litros de palha de café;
- 3 Kg de fubá;
- 2 Kg de calcário;
- 10 litros de caldo de cana, ou 5 litros de melado ou 4 Kg de rapadura picada;
- 10 litros de leite ou 20 litros de soro de leite sem sal;
- 4 litros de EM Caipira (receita na outra página).

Modo de preparo:
Colocar o tambor num local de sombra total. Primeiro colocar 100 litros de água (se for água encanada, deixar 24h no tambor para sair o cloro). Numa bacia, misturar o fubá e o calcário e despejar dentro do tambor. Fixar a bombinha de ar para aquário perto do tambor (pode ser até mesmo na borda do tambor, com fita isolante para segurar). Amarrar uma pedrinha na ponta da mangueirinha pra ela ficar não boiar e colocar a mangueira transparente no fundo do tambor. O compressor deve ficar ligado 24 horas até acabar de usar todo o líquido.
Depois colocar o mato do meio da roça, os estercos, a bananeira picada e, por último colocar o caldo de cana, o leite e o EM. Em 15 dias estará pronto, manter o compressor de aquário até terminar o líquido. Para usar, mexer bem, coar bem (coe primeiro num sombrite, e depois tela bem fininha de Nylon, não pode coar em tecido de algodão, senão os “bichinhos bons” ficam agarrados no tecido de algodão!) acrescentar a quantidade de cinza de 50 gramas para cada litro de Biofertilizante retirado e colocar numa bomba costal que nunca foi usada com agrotóxicos!
Usar de 200 a 500 ml por bomba costal de 20 litros para hortaliças a cada 15 a 20 dias
Para pomar, de 5 litros diluídos em água limpa por bomba costal de 20l mensalmente.
Para café, de 6 litros diluídos em água limpa por bomba costal a cada três meses.
A quantidade vai depender de várias coisas, a principal é o tamanho da planta: planta maior, mais biofertilizante.

E.M. CAIPIRA:
Material Necessário:
- ½ quilo de arroz (quanto mais sujo e quebrado o arroz, melhor. O integral da roça é o ideal).
- 3 pedaços de Bambu gigante, cortado com 40 centímetros de comprimento e depois, cortado ao meio, fazendo duas “canoas”.

Modo de preparo:
1- Cozinhar o arroz só na água (sem tempero). Quando estiver empapado desligar o fogo e deixar esfriar. Pegar uma metade do bambu e coloque o arroz até encher bem essa metade, colocar a outra metade do bambu em cima, fechando de novo as duas metades, mas tomando o cuidado de virar o lado da parte de cima, para que não feche completamente dos lados, deve ficar uma greta fininha, que é por onde vão entrar os bichinhos ou microorganismos.


2- Numa mata, procurar um local com muitas folhas no chão, que seja úmido. Ali abrir um buraco suficiente para que todo o bambu fique dentro da terra, mas sem enterrar o bambu, cobrir com muitas folhas. Importante que a profundidade do buraco seja da mesma altura do bambu. Marcar o local com uma vareta de bambu de 30 centímetros (lembre-se que vc deverá voltar ao local em 5 a 8 dias!).
Depois de 5 a 8 dias, vá ao local e abra o bambu. Caso o arroz esteja colorido: vermelho, amarelo e laranja, estará pronto. É possível que tenha as cores: cinza, marrom ou preto. Em pouca quantidade (até 10%), sem problemas, no entanto, se mais que 10%, tire essas cores e use o restante.
Coloque em garrafas tipo PET (verdes de preferência) um litro de água de mina. Acrescentar um copo pequeno do arroz colorido, e 2 copos de caldo de cana, completar com água até seis dedos da tampa, aperte a PET para sair todo o ar e colocar a tampinha, colocar a PET dentro de uma caixa de papelão da altura da PET. Fechar a caixa adequadamente, vedando para não entrar claridade.
Abrir a cada 24 horas as garrafas, bem devagar, porque vai formar gás e dar pressão!
O EM-Caipira estará pronto quando parar de sair gás. Isso leva de 20 a 30 dias.

fonte:Consultor em Agricultura Orgânica: Moysés Veiga.


A Geopolítica do Canal de Suez - Passado, Presente e Futuro

Autor horário 14:01


Na elaboração deste artigo buscou-se compreender a atual conjuntura do canal de Suez no Egito por meio de discussões históricas, análises geopolíticas e seus conflitos no decorrer das últimas décadas. O comércio internacional está cada vez mais presente em nosso mundo globalizado, a informação e os produtos necessitam de rotas de transporte acessíveis, rápidas e que sejam capazes de se conectar a todos os continentes de forma eficiente. A criação de Suez foi justamente para suprir essa necessidade.

O canal de Suez é marcado por diversos conflitos, justamente por sua posição estratégica. Sendo assim, espera-se que a nação que obtiver maior influência sobre o Egito, que é o detentor de Suez, terá grande poder sobre a passagem de navios para comércio internacional, até mesmo o poder de embargos sobre o canal em períodos de guerra, enfraquecendo assim seu inimigo (em caso de guerras próximas ao local) e dificultando o fluxo global de alimentos e suprimentos por esta importante rota marítima. Será que o atual canal possui a autonomia de gestão e proteção contra eventuais fechamentos para o comércio internacional?

Posição Geográfica de Suez
Fonte: Google Earth; Elaboração: Peixoto, T.P.

O Canal começa pela cidade de Port Said ao norte e se estende até ao sul onde fica a cidade de Suez no Egito, ligando Oceano Índico por meio do Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo através de um estreito com 163 km, agora com 195km de comprimento, segundo BBC (2015). Suez também separa os continentes da Ásia (Oriente Médio) e África.

Segundo Junior (2008) a construção do canal se deu entre 1859 e 1869 pela companhia francesa de Ferdinand de Lesseps, o canal tinha como objetivo atender o comércio internacional, e aumentar a mobilidade dos produtos entre a Europa e a Ásia, principalmente da França que estava em um fase de grande progresso industrial. Antes de Suez os navios tinham que contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança ou por terra no Oriente Médio, percebe-se que o canal reduziu consideravelmente o tempo gasto com o transporte mercante. Ao final da construção o canal ficou em posse do Egito que era o detentor do território e a França que na época possuía a tecnologia para construção de canais, que anteriormente havia tentando construir um canal no Panamá mas sem muito sucesso devido a pragas e problemas políticos daquela região, não continuou a escavação (ISTOÉ, 2006).

A França no momento da inauguração do canal estava sob um poder monárquico, ao qual é marcado por grande modernização e desenvolvimento econômico, colocando a França como um centro de exposições mundiais e fortalecendo a divulgação de seu progresso cultural, industrial e suas políticas territoriais para o mundo, o Canal de Suez se torna um simbolo deste periodo. Já o Egito marcado por vários conflitos em sua história, dentre eles a dominação de seus territórios o que o transformava em um país colonizado, em 1798 foi novamente invadido, mas agora por franceses sobre as ordens de Napoleão Bonaparte, o que resultou na modificação da cultura dos egípcios, tal como eles foram expostos aos princípios da revolução francesa, trazendo grande influência sobre como governar, para o Egito. Após os franceses deixarem o país, ocorre um período marcado por várias sucessões de guerras civis, somente em 1805 através do Império Otomano, o Egito seria governado por um vice-rei (Quediva[1]), esse período é marcado por grandes obras de modernização, reformas agrícolas e industrialização do país.

Por causa da má administração do vice-rei, em 1879 o Egito entrou em crise financeira, fato que interessou ao governo britânico com sua política expansionista e um Estado imperialista, financiando o pagamento das dívidas do Egito e em troca obtendo a concessão do canal de Suez. Em 1882 tropas britânicas se instalaram perto do canal afim de defendê-lo contra eventuais conflitos naquela região. O Reino Unido possuía inicialmente no século XIX uma das mais poderosas Marinhas Navais do mundo, o que facilitou no controle de suas colônias principalmente sua base naval em Suez. Em seguida a partir de 1888 a Convenção de Constantinopla[2] estipulou a neutralidade e livre passagem pelo canal. (JUNIOR, 2008).

Durante a Segunda Guerra Mundial, britânicos e franceses assinaram o acordo Sykes-Picot, em seguida, devido aos conflitos de interesses entre os dois países, ocorre o alinhamento dos países do Oriente Médio, onde Turquia, Síria e Líbano são controlados e influenciados pela França e mais ao sul, a Arábia Saudita, Egito e parte da Península Árabe ficam sob o comando do Reino Unido, resultando no distanciamento da França e aumentado da influência do Reino Unido na região do canal.

Na década de 50, o governo do Egito nacionaliza o canal de Suez e denuncia o Reino Unido por suas influências danosas e políticas de dominação, provocando descontentamento de britânicos e franceses (principais acionistas de Suez). Em retaliação, ocorre a Guerra dos Seis Dias em 1967 envolvendo o Reino Unido, Israel e França, e somente após 1975 com as intensas intervenções da ONU o canal pode ser reaberto globalmente.

Em 2015 o canal inaugurou sua expansão, que levou aproximadamente um ano para ficar pronta, e segundo a BBC Brasil (2015), em Suez passa 7% do comércio internacional e 22% dos navios de petróleo oriundos do Golfo Pérsico, sendo um canal de grande importância para o Egito, estima-se um rendimento de até 13,2 bilhões até o ano 2023. Com ele o Estado obtém recursos para manutenção do país, ainda mais quando a Primavera Árabe em 2011, afastou do país turistas e empresas multinacionais, como Citado pelo Econômico (2016). O canal atualmente possui um forte esquema de segurança para proteger as embarcações. O grande problema não é mais a disputa pelo território executadas pelos Estados, mas sim a dominação de grupos terroristas islâmicos que circulam nas mediações do canal.

Em resumo, Suez está em uma área estratégica principalmente para o comércio marítimo, mas pertence a um país cujo povo na visão Ratzeliana seria considerado como natural por não possuir nenhuma política expansionista e também por receber influências de países chamados de povos de cultura como a França que num primeiro momento dominou o Egito através de conflitos bélicos, e num segundo momento vemos o Reino Unido utilizando o seu poder marítimo e estratégico para o controle do canal, o que reforça a importância do canal, indicando que sua posse ou controle é atualmente uma das principais pretensões econômicas da atualidade (podendo ser efetivada por meio do Estado ou pelo capital privado, em um futuro não tão distante ). Suez atualmente é a principal fonte de renda para o governo egípcio, o canal e fortemente vigiado e sua segurança foi aumentada mas agora pelo receio de grupos extremistas que estão em países vizinho ao território do Egito.
REFERÊNCIAS

BBC Brasil. O novo Canal de Suez: a obra faraônica que o Egito fez em um ano. 02/08/2015. Disponível em <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150802_novo_canal_suez_tg> Acesso em: 31 Ago. 2016./
Económico. Petroleiros vão pagar mais para atravessar o canal de Suez. 19/06/2016. Disponível em <http://economico.sapo.pt/noticias/petroleiros-vao-pagar-mais-para-atravessar-o-canal-de-suez_252397.html> Acesso em: 31 Ago. 2016./
GOOGLE. Google Earth Pro. Versão 7.1.7.2600. 2016. Localização de Suez. Disponível em: <https:[email protected],31.8848267,9z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x14f9aaeef52d333b:0xadec1b7a1220a846!8m2!3d30.5105833!4d32.4453093?hl=pt-BR>. Acesso em: 31 Ago. 2016./
ISTOÉ. Como Encurtar o Mundo. Edição n°1916, 12 Jun. 2006, p. 80-81./
JUNIOR, Theodoro da Silva. Canal De Suez - Atualização De Dados Históricos. 04/11/2008. Disponível em <http://www.batalhaosuez.com.br/historiaCanalDEsuezAtual.htm> Acesso em: 01 Set. 2016.



[1] Título de vice-rei dado pelo Império Otomano
[2] Convenção com participação de 6 países desenvolvidos europeus, Países Baixos e a Espanha, e teve como objetivo estabelecer a neutralidade do canal de Suez em tempos de guerra.

Minas Gerais já teve um mar...

Autor horário 02:35



Está ai a prova de que Minas Gerais já possuiu um mar... há cerca de 1,8 bilhões de anos atrás daria para pegar um solzinho por aqui! Eu fotografei essa rocha quartzítica na Serra do Cipó, nela é possível observar as marcas de ondas (ripple marks) decorrentes do avanço e retrocesso das marés.

Corrupção - O jeitinho Brasileiro

Autor horário 02:35
Resultado de imagem para corrupção no brasil

corrupção, esta, só é possível pela irracionalidade e desejos individualistas dos homens, pois, a vida vendida sob a forma de propagandas idealistas em prol do capital, sobre tudo do lucro das grandes empresas, potencializa as ações irracionais afim de fissurar as relações sociais, ou artificializa-las. A sede do “eu” leva as pessoas a cometerem atos inescrupulosos na busca pelos objetivos introjetados referentes a “vida ideal”, no Brasil chamamos isso de “jeitinho brasileiro”, um dos culpados, o mercado; age incutindo em cada ser vontades e pré-disposição ao consumo de bens mesmo que não necessite, o acesso aos bens se dá em função da quantidade de capital que a pessoa tem disponível, logo, para se ter mais capital é necessário agir de má fé e lucrar sobre as perdas de outros, transgredir os acordos sociais previamente aceitos e embebedar-se do cálice da usura (agir de modo irracional). Muito além disso, percebemos que há uma progressão avassaladora nas tendências individualistas, é cada vez mais rarefeito o ato de pensar no próximo ou de pensar no coletivo, devemos afastar do “eu” e aproximar-nos do “nós” e idealizar sobre onde essa utopia nos levaria.

De certa forma, pode-se dizer que o homem é um ser racional, pois constrói a cultura e é construído por ela, desenvolve métodos para compreender e explorar o meio ambiente e seus fenômenos espantosos, mas, quando cria algo que o cerceia e provoca ações negligentes (como a criação de sistemas econômicos nefastos) ele age de maneira irracional, pois muitas vezes é incapaz de admitir o erro e voltar atrás, isso evidencia a irracionalidade por trás dos atos humanos e também da  racionalidade incompleta, uma vez que o ato de reflexão e tomada de decisões certas sobre suas ações ainda não consolidaram-se por completo.